
Em cada espaço que eu vou Sinto o peso do meu ser Íntimo dessa dor Que ainda não cicatrizei 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar Pedra no caminho dos racista, ó Ele é conhecido como Elniño, ahn Um MC que rima com as alma Por isso que ele nunca tá sozinho Racistas reclamam que andam o vendo hoje em dia em muitos lugares Assustados tipo quem vê fantasma Mas ele tá mais pra uma entidade Preto velho, não, preto novo Muita sabedoria e pouca idade Com a voz Conversando com Exu sobre eternidade Um dia ele disse que todo menino preto é um deus, então entenda Que autoestima é tipo fé, uma prova é tipo uma oferenda Quando um preto tira a vida e tenta entender que há muito tempo se fomenta Um plano de ação dessa gente nojenta, porca, xexelenta pra se eternizar No papel de quem domina o Estado, quem controla a mídia e o capital privado Tem destruição como o maior legado e a fome compulsória por colonizar Mata índio e escraviza os preto, nunca compreenderam a palavra «respeito» Me dizer que somos iguais não aceito, mais que melanina eu vejo faltar Nessa gente que macula a terra; mano preto, entenda que estamos em guerra E essa porra, mano, um dia se encerra quando nosso povo se organizar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar Antes: navio lotado, com corrente, chibata Hoje: camburão, bala perdida de gente que mata Tava escrevendo, mais um de 12 se foi, minha parça se foi Pergunta estranha, tá nas entranha, nós já vai ou já se foi? Eles atira do nada, nossa dor vira piada Senhor, ele não respira, que nada! No chão do mercado, mais uma vida tirada Deturpa a história e eu já tô sem paciência Reparação histórica é sumir com a sua existência Estado quer nós por completo Eu só vejo os meus com os corpos no concreto Guerreiro africano, eu vim de lá Se for pra viver, decidi matar Plow plow plow plow plow África sim, Grécia nah nah Essa porra né filme de bang bang É meu povo que morre sem nem Ter direito a defesa, com tiro no peito A cabeça com medo de quem vem Senti o orixá aqui afetar , me afeiçoar Branco, te criei, mas também posso descriar Tem pouca idade, mas né criança se é neguim Do gueto, vivo ou morto, pro Estado tanto faz A quilombo, minha mente é ideia que permeia A unificação do meu povo cada vez mais Longe do ocidente branco, entendo o meu corpo preto Mil linguagens, mil nações, iorubá, gueto Temos todo o poder nas mãos e o dinheiro Quem vai dizer que minha herança é sofrimento? Ferida aberta, exposta desde a costa Sei que eles não gosta de saber que eu sei do meu valor (Carai!) Ainda hoje me anulam, nossos direitos burlam, minha cultura sujam Eu não vim a seu dispor 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar 'Cês tão fudido pra nos segurar Que o dia dos preto dominar um dia vai chegar
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