Marinheiro sou de amor
E em seu pélago profundo
Navego sem esperança
De chegar a porto algum
Seguindo vou uma estrela
Que de bem longe descubro
Mais bela e resplandecente
Que quantas viu Palinuro
Não sei aonde me guia
E, assim, navego confuso
Minha alma a olhá-la atenta
Inquieta e sem cuidar muito
Cautelas impertinentes
A pureza fora de uso
São nuvens que ma encobrem
Quando mais vê-la procuro
Oh clara e luzente estrela
Em cujo clarão me apuro!
O instante em que te encubras
Há-de levar-me ao sepulcro

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