Elena Poena

Elena Poena

Elena Poena
Era avara e cobiçosa
E ciosa de roubar
Primeiro o fogo, depois logo
Enredo posto a rolar
Elena Poena
Era ávida manicurta
E cainha de enrolar
Seus: a pedra e o castigo
Coisas feitas de tramar
Elena Poena
Mirrada endiabrada
E travessa de assanhar
Três: trinca, unha e dente
Trio feito de enterrar
Houve um dia, houve um dia
Em que a pedra se quedou
Houve um dia, houve um dia
Em que a pedra lhe parou
Houve um dia, houve um dia
Que se quebrou o que lhe havia
Houve um dia, houve um dia
Que partiu monotonia
Elena Poena
Era pícara e ardilosa
E birrenta de cismar
Duas: a teima e a turra
Brio feito exagerar
Elena Poena
Era ufana e tufada
E delambida a atiçar
Dois: a graça e o encanto
Coisas feitas para usar
Elena Poena
Era parca e minguada
E com fome de atar
Três: corda, cabo e amarra
Coisas feitas para usar
«Elena Poena trepaba montaña arriba y abajo, tranquila
Empujando su piedra. Hasta que un dia la piedra se paró
Y Elena, en su desconcierto, continuó rolando sola
Y sólo rolando se sintió libre como la piedra
Y en su perdición, empezó a bailar.»

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