
Me enrole com o verso Um gole do universo e eu trago o universo pra dentro de mim Encontro o inverso de mim Perto do começo do fim O mundo tá ruim… (É porque eu deixei ele assim.) Minha cura é uma doença A consciência me dispensa O espírito diz: «Pensa!» Buscando senhas pra abrir sua mente Eu 'to' tipo Colombo, buscando encontrar o que o peito sente Rente, à este vácuo Eu sei que lá na frente eu vou olhar pra trás e ver como era fraco Cansei do esmo Ser você mesmo é relativo (Quando a vontade de matar é o que tem te mantido vivo.) É uma árvore florescendo O melhor que eu tinha à oferecer é o que eu 'to' oferecendo Sem conhecer a morte, já ressuscito Sem conhecer a sorte, eu acho o azar tão bonito Grito! Ao superar esse impasse Sempre tive muito o que falar, mas nunca tive quem me escutasse Hey, ho! Eu tô bem O tempo vai, enquanto as ideias vem O tempo vai, enquanto as ideias vem… A chuva caindo, semblantes fechados Polícia passando, giroflex ligado A sirene 'pros' pretos é um toque de recolher Porque se ficar na rua, ou vai ser preso, ou vai morrer Carros aceleram, no asfalto molhado O mundo é uma ilusão. Ser-humano ilhado Eu não vim para esse mundo pra ser Corleone Eu sou tipo Rochelle vendendo produtos Ivone Homens de gravata e ouro, pregando falsa palavra Jesus andava descalço e ele sim amor passava Foi crucificado, traído, assassinado E hoje em dia quantos não matam o próprio irmão por um cheque assinado Eu olho no fundo do olho e das correntes me desfaço Um olhar queima os falsos pique Amaterasu Geração de pensadores que não pensam nas dores Vivendo esta loucura entre vícios e amores Vícios de amores Vinicius de Moraes O poeta e o violão, hoje o ego vale bem mais 'Cês' querem saber quanto o outro ganha, saber da vida do vizinho Eu só querendo descobrir se Capitu traiu Bentinho Foda-se a moda! E Victoria’s Secret O segredo da Victória é rimar pesado no beat! Não sou à prova de bala Ressurgi de Pedro Bala Alguns tentaram me matar, mas era de iogurte a bala Imagine uma mina foda, que não dá sossego Grita: «Eu não preciso de marido, eu mesma tenho dois empregos!» E por aqui a fila anda, né? Menos do SUSpeito É sempre desse jeito que eu escrevo meus Rap Falar do que eu sinto Viagem sem cinto é muito perigoso quando se é só um muleque Irmão não compete, eu só ando com pito Por isso que eu fico, é, fora do stress Também fico puto! Com os mano que luta, mas no final do mês o seu dinheiro é 'pro' chefe Então foda-se o chefe! Eu quero mais som do CHECKLIST! (Vish!) Eu quero mais cheque Eu quero mais Rap aqui na quebrada (De tanto querer 'cê' vai ficar é sem nada!) Mas quando tem tudo, sempre tem praga (Então se esvazie e o ego se acaba!) Eu ando com o Santo, dai-me paciência na estrada Enquanto eu busco a sapiência Eu vejo tanta gente aí morrendo por nada Sem falar das doenças Eu sempre tento te avisar dessas fita errada Mas é que já virou crença Eu sei que meio dessas crenças foi inventada Mas é que já ninguém pensa…
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