Extrato

Extrato

Como na profecia, o mundo aqui segue caótico
Afro genocídio segue próspero, e eu acendo o fósforo
Da bomba do nomótomo antídoto
Rezando pra que tu não seja o próximo
Soando frio como se tomasse ácido
Tramando qual do próximo capítulo, vou
Pensando nos olhos de capitu
Etílico partido alto, debaixo dos arcos
Perito em perigos, delírios e acasos
Conflito, interno, eterno, só dai-me afago
Sossego antagoniza meu endereço
Ainda assim
Confio no que faço
Esforço é meu apreço, então
Não bota preço no meu trampo
Na poesia procurando um aconchego
Só que acabei flertando com o diabo
Mas nada é por acaso
Confesso, sinto falta de um abraço
Oscilo entre o excesso e o escasso
Esquece o razo
Produtos sempre vencem no prazo
Faz tempos que me sinto disperso
E a nossa qualidade é oque consta no extrato
A noossa qualidade é o que consta no extrato
A nossa qualidade é oque consta no extrato
E eu já tô acostumado
Com isso
Se ter nada é errado
O precipício tem me feito as ofertas
Pecado, pesado, o aparato dos desamparados
E eu também tô na lanterna dos desesperados
Mas não tô te esperando
Mano, eu não tô parado
O retorno de 64, tá preparado
Assoprou, não voltou
O cartucho queimado
Recarregue suas peças, chame seus aliados
Impeça
Que a memória se esqueça
Pra cada pai que acorda cedo pela realeza
Vão fazer tu se odiar e vender produto de beleza
Nossa baliza
É o glamour da tristeza
Televisiva, invasiva
E com toda certeza
A promessa do retorno
Esta acessa
A César oque é de César
Cedula na mesa
Comércio da sua fé
Tudo em nome da Avareza, e até
Confesso, sinto falta de um abraço
Oscilo entre o excesso e o escasso
Esquece o razo
Produtos sempre vencem no prazo
Faz tempos que me sinto disperso
E a nossa qualidade é oque consta no extrato
A noossa qualidade é o que consta no extrato
A nossa qualidade é oque consta no extrato
E eu já tô acostumado

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