
Hoje acordei cinza O mundo pesa mas eu tenho um sonho Levo ar quente, livro aberto Lavro livre no que componho Esta grata tela abstrata é um objeto em concreto Uma ilustração longínqua Do afeto de outrora perto Inexperiente e reguila, verde como clorofila Sempre fora da grelha como composições do Dilla Nunca cão de fila Vim da bruma sou gorila Ficavas crocunda com o peso histórico Contido nesta mochila Miúdo da Vila, filho da Clara e do Zé Maria Um romance de luta Como há muito já não se via Mundo eu não devia Duvidar do que és capaz Um minuto de silêncio Pela preguiça que aqui jaz Com a pena de Luís Vaz Voraz língua de Camões Eu escrevia pela paz Era um rapaz entre vilões Hoje um homem feito Vou colhendo os frutos que plantei Porque eu escrevo como um escravo Mas só assim me sinto rei Só assim me situei Nesta fome insaciável Uma fé inigualável E um desejo imensorável Sou o Mundo se somos do tamanho dos nossos sonhos Fujo de enfadonhos na procura de dias mais risonhos Porque sombra é o sítio onde a luz descansa Outra linha como a minha É só pura semelhança No olhar de uma criança Onde reside a inocência Que foi outrora a minha área de residência Nós somos o que fomos E iremos ser Nunca andei a passo com a vida a correr Aprende a lição de saber perder Para que da cinza possas renascer Somos o que fomos E iremos ser Nunca andei a passo com a vida a correr Aprende a lição de saber perder Para que da cinza possas renascer Agarro a oportunidade que com o sol nasce Porque olho para trás e vejo que passou tudo num flash Recupero o atraso, supero fases más Só quero saúde e paz O resto um gajo faz Para dar o meu melhor Não há quem mais a mim peça A não ser eu também não há mais ninguém que disso o impeça Aprendi a cair Para que num instante me levante de seguida Assim a vida vou levando Na rua vi caminhos fáceis para que me perdesse Mas por estrilhos e andarilhos perdi o interesse Eu dei a volta mesmo Sem espaço de manobra Porque eu chego-me à frente E pago se o fracasso cobra Já vi o final desse filme sem histórias de glória Deixa para trás esses tempos são memórias agora Mudei o meu rumo Da confiança fiz escudo E entre o pouco e o quase nada Eu nunca quis tudo Fechado no casulo Escrevo isolado do mundo Em retrospetiva vi que tenho superado muito Sempre paciente nunca tive nada por acidente Porque embora contente não me contento Receios ultrapasso Não páro, avanço Passo a passo eu estou mais perto Então vou e faço Renasci e hoje sou fruto do que fui outrora Focado no agora Pois só o presente importa Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nós somos o que fomos E iremos ser Nunca andei a passo com a vida a correr Aprende a lição de saber perder Para que da cinza possas renascer Somos o que fomos E iremos ser Nunca andei a passo com a vida a correr Aprende a lição de saber perder Para que da cinza possas renascer
Песен-НИКИ
Загрузка...
Другие песни Mundo Segundo
Все песни →Похожие песни

Бигасс
SODA LUV
Ничего личного
Русский рэп201975,449

Бандана
Платина
РНБ КЛУБ
Русский рэп201859,980

Свадебное путешествие
Александр Буйнов
Острова любви
Русская эстрада199954,906

Каспий жағалауы
Azamat
Поп200134,438

Шпилька-каблучок
Лолита
Анатомия
Русская эстрада201433,308

Девочка 2D
Dead Rave
Singles 15-17
Русский рэп201828,891



