
Psicografando ideais que correm em minhas artérias Peço mais trabalho enquanto clamam por férias Lido com feras, ideias velhas de eras Reaça enrolo em sua teia, esconde essa cara feia Já tá manjada, vai arrumar nada Fome é normal na quebrada O que não é aceitação… Conformismo é indicio da extinção da compaixão Isso me deixa abismado… Jaz paz e comunhão por desunião com o irmão do lado Procura harmonia olhando pra si próprio Engraçado buscar amor semeando só o ódio Quer sucesso no ócio, o que gera o desmerecer Pau pequeno conta historia pra se engrandecer Acha que rebaixando se eleva, zé Bota fé que em Cuiabá neva Mais ingênuo do que Eva Mas não cola lá, não Só em Miami Silêncio com o afeto mas a alma grita «me ame!» Visionários contra bons vivant Que quer ter Tomorrowland, mas não querem ser a terra do amanhã Enquanto os talibã assassina por morfina Em Sampa os boy no corre morre por adrenalina Mas nem os culpo por se emocionar Tem coisas que o dinheiro não pode proporcionar Quero sim, mas sem arrastar, proceder é picadilha Visão pra não confundir, panela com família Atrás da cortina existe um mundo imundo que não querem ver Mudado, moldado pra poder manipular geral Onde tudo é ditado pelas leis do poder Viemos ser críticos do teatro ingrato da vida real Percepção pra entender Que até a morte tá mais viva que você Mentira é confim Onde din é poder, e poder mais din E assim poder pra seres causar o fim Então «tó» pinote que a morte é sócia do Alckmin Suástica no peito, ambição e destreza! …Atrás de uma mesa, medroso como frango Marcando uma reunião com Musolini e Franco Deus, me ajuda Pra cada José Serra manda dez Plínio de Arruda Ajuda nossa gente, que é parte desse golpe Sem saber que guerra vende E o ministério da verdade calmamente assistindo Motivações são falsas, compaixões são farsas Confusões a gente calça enquanto eles tão rindo O mundo é um teatro bem além de sua retina Então num se ilude com o palco sem ver atrás da cortina! Enquanto amor ao poder for maior que o poder do amor Lá as bombas vão explodir ecoando «Amém, senhor» O que tem atrás das cortinas, «tio», já não me surpreende O fato de «cê» ver as cordinhas não te faz tão diferente Eles se rendem, eu trabalho a procura da cura pra tanto ódio Onde a verdade é peso morto e abandonada pelo pódio Aqui são ossos do ofício pender a beira do abismo Com as neurose corroendo pondo a sanidade em risco Isso não, jão, não quero ser mais um Van Gogh Chamado de louco em vida e ter valor após a morte Meu plano é um Plano de Fuga das madruga em psicose Matando minhas neurose, sem lobotomia em dose Vendo o mundo em overdose sem saber qual a causa E você no meio do jogo sem ter como apertar «pausa» Sociedade teocrata que se mata em vão E abre um vão entre compreensão e o respeito pra união Aqui o grito da fome é tão alto que até ensurdece Parece que ninguém ouve tio, é… mas só parece Os filhos de Rockefeller brincam de Deus com sua vida Sem saber, pronto pra perder, cê querendo vencer, disso tudo duvida E não tiro sua razão, se te ensinaram diferente A culpa também é de Deus, não foi somente da serpente Até posso ser insolente, verdade tem seu peso E eu luto pra que esse mundo se torne bem mais «obeso»
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