
Angenor, sabor e poesia a revigora Descobri ouvindo, conhecendo a história Do Catete às Laranjeiras, injúria financeira Da mesma maneira, no Morro da Mangueira Periferia soberana, alegria na praça Cavaquinho, violão e Carlos Cachaça De servente de obra garantia o sustento Chapéu-coco pra proteger-se do cimento Sempre no estilo, da gola até a sola Ganhou, por isso, o apelido de «Cartola» A perda da mãe, conflitos com o pai, se vai A rua abraça, um ímã forte que atrai Conheceu a fundo, mergulhou com outros bambas No mundo mágico, a boêmia e o samba Sentença, doença, descrença, debilitado Deolinda, resgate, corações apaixonados Um novo lar, caprichosos pilares Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Castro Alves Dores, rancores, tristezas, amores Com anônimos e famosos compositores Fundou uma grande e importante trincheira: A Estação Primeira de Mangueira União é o que pedia, chega de demanda Blocos reunidos, adivinhem quem comanda? Sílvio Caldas, Araci de Almeida, Mário Reis Francisco Alves, Carmen Miranda, minha vez Preciso me encontrar nos versos desse notável Que Villa-Lobos considerou inquestionável De repente, ninguém sabia o seu paredeiro, trovador Dado por morto, doente, desertor Assistiu longe da vitória os sete anos de glória Mundo a fora sem mulher ou apoio da escola Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Rir pra não chorar Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar Anos depois voltou, Stanislaw encontrou Ipanema, entre carros, simples lavador Por Caxias e Nilopólis, voou o Beija-Flor O Mundo é um Moinho, Dona Zica, grande amor 10, Nota 10 em melodia e harmonia Cordas de aço, acordes, bela sintonia Filmes, releituras, perfeitas parcerias A cada obra escrita, sambistas, jornalistas Teciam menções honrosas ao poeta das rosas Parceiro de Noel Rosa, amante da verde rosa Que em verso e prosa, de forma primorosa Transformava palavra em pedra preciosa A fina nata carioca rendeu-se a ZiCartola Ao sorrir, via nascer Paulinho da Viola Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Elton Medeiros João Nogueira, Clara Nunes, Valdir Azevedo Elza Soares, Gal, Sérgio Cabral, Roberto Ribeiro Chico Buarque, Gradin, Paulo Cesar Pinheiro Dona Neuma, as pastorinhas, Gonzagão, Gonzaguinha Clementina de Jesus, Beth Carvalho, Pixinguinha Nelson Sargento, Elizeth Cardoso, Leci Brandão João do Vale, Elis Regina, Marisa Monte, Jamelão Dona Ivone Lara, Ney Matogrosso, Simone Emílio Santiago, Martinho da Vila, Alcione O mestre de cerimônias construiu a ponte Encontro de gigantes, visão além do horizonte Raízes, galhos, frutos são importantes Motivação, missão é levar a lição adiante Quem teve sorte; quem não o conheceu a fundo Quando partiu pra Orum, Waldemiro tocou o bumbo A voz do morro foi com os orixás compor Canções que só a ele Olorum revelou Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Rir pra não chorar Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Sorrir pra não chorar
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