
Ando por curvas sinuosas, terreno íngreme Decifre-me. Mastigue cada frase! Nunca fico no quase Mergulho nos barulho E do meio dos entulho, tiro o sample dessa base Questão de faro, um trato particular Um trago pra me curar, mais prazos pra se cumprir O preço é caro, são poucos que vão pagar Tão loucos pra me parar, minha cota é só prosseguir E simultaneamente incitando o caos na cena Instintos maus, dá pena é viver assim Pensamentos permanentemente mantidos em quarentena E queima, cada palavra que é escrita por mim 11 graus na ZonaNorte, bote o gorro! Pegue o bloco e anote outro pedido de socorro Que vem onde os monstros vivem Ninguém sorri pra ninguém Que assim seja, seguimos pecando e dizendo amém Bola de chumbo, dinheiro Desastrosos meios usados para alcançá-lo A vida virou um torneio qual Quem domina a Terra hierarquiza o mundo inteiro Eis o império camuflado, abortar em comunhão De mãos atadas e dados humanos Algumas coisas mudaram e outras nem tanto Uns se fizeram de otários, outros mudaram de plano De acordo com o que existe acima do Trópico de Câncer Informações e cifrões, encontre e busque sozinho Me tornei bom, senão seria seu guia turístico Entre os que estão vestindo máscaras com traços indigos Semelhantes a tempestades líricas na seca Cactos, espinhos afiados Dromedários fritando palavras na frigideira Com picotes de alho e manteiga Não bote o dedo senão azeda Não bote o dedo senão azeda, merda Afasto negatividade com finalidade Isso é simplicidade dentro da longevidade Procuramos estabilidade, recebemos mediocridade E na raiva criamos autenticidade Valioso por ser autêntico como o Rancho do subsolo Comparo a minha vida como o processo de tijolos Vários são vazados e outros cheios de ódio Iniciando esse prólogo, qual a sua direção? Aposentadoria pra mim vai ser tipo caviar: Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar A arte é um trabalho Mas não pode ser tratada como um mero trabalho Tome férias! A mente para respirar, sinta o nectar do Pelourinho Não me intimido pelo cheiro do mijo que se exala pelo ar Eu era da Mata Escura, nasci iluminado Estilo Jack Nicholson, mas nunca Jack Escutar um Jack Johnson pra dormir, a ideia em cheque Fique leve! Deixe a realidade só pra quem vive Não se acanhe, ser sincero é um dom É tão mais fácil mentir sem explicação Não conhece nem o sentido das oposições E não tem nada a ver com superstições Mais de 20 mil léguas, submerso, pressão Cérebro em apneia, uma cadeia sem ar Mundo da lua em aquário, oxigênio renovado Homem Pássaro, problemas viram ácaros Áspero Os inimigos não espero, não cultivo O império prospera a cada suspiro, supero Sublime! Sirenes girando, não param Meu time ganhando Eu não tinha o compromisso A minha viagem me trouxe, eis-me aqui Só por hoje é um vício intacto O pacto que eu tenho comigo Se tudo é tão estranho, deve ter a ver comigo Não corremos perigo
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