
Hoje a ti agradeço pelo pão Que tens posto na minha mesa Hoje a ti agradeço a paz que dás A esta casa portuguesa Hoje a ti agradeço a saúde que dás Aos meus pequenos Hoje a ti agradeço o remédio que me deste Para tantos venenos Sentado reflito e penso bem O que é verdade o que é mentira Uns brindam com chandon e don perignon Eu brindo com o meu copo de birra Não admira que uns vivam outros sobrevivam Numa terra que não pertence a ninguém Tamos todos de passagem nada fica para ti Quando cruzares as terras do além Podiamos viver bem, eu e tu Eu já vivo bem, mesmo sem kumbu É dificil passar certas situações E subires quando vens de baixo E não lambes o cú ao cabeçudo Rodeado de massa e poder Que é feliz por fora rico por fora Mas por dentro tá a apodrecer E eu a correr No meu bolso com o bloco de notas Anoto desabafos da vida Tantas vezes se fecharam portas Linhas tortas eu endireito Habituado a ser suspeito Dou um beijo na boca da vida Apalpo lhe o cú e meto lhe daquele jeito Hoje a ti agradeço pelo pão Que tens posto na minha mesa Hoje a ti agradeço a paz que dás A esta casa portuguesa Hoje a ti agradeço a saúde que dás Aos meus pequenos Hoje a ti agradeço o remédio que me deste Para tantos venenos Já tentei já mudei não gostei Com nenhum trabalho me identifiquei Só a melodia me acalma alma Fazer o que gosto fazer o que sei E o rei desta merda toda não chega Aos calcanhares do nosso zé povinho Eles comem tudo eles bebem tudo Só que o guloso morreu sozinho Uma taça de vinho um pedaço de pão É o corpo é o sangue da tua presença Cabeças diferentes fés diferentes Cada homem com a sua crença Sua diferença sua tendencia Cada um é como é Cabe te a ti escolheres nessa vida Se queres viver de joelhos ou de pé Não não não não Não faço o que les querem Tendencia da moda aqui não entra Não não não não Paleta e postura é diferente Neste jogo nem todo aguenta Não não não não A maior parte que não tem É a partem de quem mais ostenta Não não não não Se me quiserem comer Vão ter que cagar ossos dos anos 80 Hoje a ti agradeço pelo pão Que tens posto na minha mesa Hoje a ti agradeço a paz que dás A esta casa portuguesa Hoje a ti agradeço a saúde que dás Aos meus pequenos Hoje a ti agradeço o remédio que me deste Para tantos venenos
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