Tambores Silenciosos

Tambores Silenciosos

Segunda feira, noite dos tambores silenciosos
Corpo preto com seu tambor em lamento pelos os que se foram
Na igreja de rosário transformando dor em dança
O futuro ancestral, no olhar de uma criança
Pra quem segura a fome hoje segura sua calunga
Nosso exu por nós, o barco vocês que afunda
Pra nunca mais ser obrigado a esconder minha fé
Um maracatu bem alto pra ecoar do céu a sé
Ei boy, faz tempo que eu não rimo assim
Trago canto dos escravos, em meio a esses traps ruins
Fazer a reforma agrária desses streams
Pra no futuro, não tr, outro Roberto como rei
Fé cega, faca amolada, tábua d esmeralda
Se pá eu meto um brega funk, ninguém me para
Uma roda de coco, capoeira e samba
Vão me chamar de vadio e me levar em cana
Polícia mata como pandemia
E estado esconde o corpo, para não somar na estatística
O seu presidente lambe a suástica
Seus filhos são só milícia brincando de batman
Mais racista que patricinha branca femini…
Que naturaliza a nossa ausência até no que nos cria
Adora um linxamento virtual e crítica
Colocar tijolos na construção da minha narrativa
Fogueira pra queimar racista e nem é São João
Racismo inverso é seus privilégio em reversão
Pra tu entender o que é ser fora do padrão
Falando em ponderamento tentando apropriação
Vocês querem ver o Djonga tropeçar
Na espera de um passo em falso da Karol Conká
Yuri Massal tão querendo cancelar
Pra vocês colocar outro branco no nosso lugar
Daqui nos ver o brasil agonizar
E os raps brincando no insta de quem usa mais drogas
Os moleques segue como referência
O recreativo de vocês aqui dá dez anos de pena
Até o cancelamento é seletivo
Só acerta preto e pobre, como fome e tiro
Se resignar ou se indignar
Liga Darcy Ribeiro, vocês já sabem né?

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